Não foi o grito, mas o quase nada:
o fio de café na xícara fria,
o jeito de dobrar a toalha na janela
como quem dobra um dia em outro dia.
Tecemos esse amor com gestos miúdos —
um nó que a pressa desfaz, a mão que espera,
e os olhos que aprenderam, lentamente,
a ler na contramão da noite inteira.
Reflexão:
Amar é menos furacão, mais agricultura: preparar o chão, confiar na semente, e saber que algumas estações são só silêncio.
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