Toda paixão devia ter direito
a um inverno sem culpa —
tempo de guardar as ferramentas,
deixar a terra escura descansar do fruto.
Depois, quando a seiva aprender de novo o pulso,
voltar ao galho como quem nada exige:
apenas estar, ofício mais profundo
do que saber colher ou do que corrigir a origem.
Reflexão:
Antes de florescer, o amor precisa esquecer a última flor. E recomeçar não é repetir, é redesenhar a primavera com as mãos vazias, mas abertas.
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